FELIZ NATAL

Desejo a todos os meus amigos um feliz Natal e um próspero Ano Novo.

Tiradas #2

TGV

De toda a polémica que tem vindo a lume nos ultimos dias, sobre se vale ou não a pena avançar para a construção de uma linha de alta velocidade que ligue o nosso cantinho ao resto da europa, entendo que falta dizer o essencial.
O essencial é, para mim, saber se quando inaugurarmos o TGV com foguetes e festa rija, vamos estar mais próximos da europa.
Na minha opinião, embora estejamos mais próximos em termos de tempo, continuaremos à mesma distância ou ainda mais longe do que actualmente estamos, do ponto de vista tecnológico.
No tempo em que o TGV foi lançado pelos japoneses e pelos franceses em Portugal discutia-se quando se fecharia a primeira autoestrada do pais, a A1.
Entretanto nós contruimos muitas autoestradas e os restantes paises desenvolvidos, mais uma vez os japoneses e paises do centro da europa, pensavam no próximo passo a dar em matéria de transporte ferroviário.
O meu receio é que no dia em que inaugurarmos o TGV, seja anunciado por esses paises que o próximo passo a tomar nas ligações de alta velocidade será o MAGLEV, anunciando a morte do TGV e a sua substituição.
Porquê apostar hoje no TGV e numa ligação a espanha pouco ou nada rentável, o avião faz a ligação em menos de metade do tempo e a custos mais acessíveis.
Porquê não apostar na implementação de uma técnologia nova, com algumas experiências no terreno, nomeadamente na alemanha e japão aproveitando para no caminho adquirir conhecimentos e experiências que mais tarde poderiamos capitalizar.
Porque não somos nós a dar um impulso começando por ligações entre os nossos centros populacionais do litoral, numa primeira fase, e posteriormente com o interior, dinamizando o pais com ligações rápidas entre litoral e interior onde ainda não existem alternativas ao uso do automóvel.
Assim não vamos longe, o TGV não é a solução para nos aproximar-mos da europa mas sim para nos manter afastados dela.

Entretenimento

Cinema

O engenheiro foi ao cinema e recomenda que vejam estes dois filmes.




CLOSER...

Nas palavras do realizador, "...o filme centra-se no facto de nas relações amorosas apenas nos lembramos de como começaram e como acabaram, esquecendo-nos do que se passou no meio..."
O filme é um drama sobre as relações de um casal com a infedelidade, a pressão da sociedade em relação ao sexo, a necessidade de romper com a monotonia da relação conjugal.
O filme tem como cabeça de cartaz Julia Roberts que embora desempenhe um excelente papel, fica, no meu entender, atrás do papel desempenhado por Natalie Portman.
A juntar, uma banda sonora bastante boa com destaque para o mais recente tema de Damien Rice - "The blower's daughter" .

THE MANCHURIAN CANDIDATE

Mais uma excelente interpretação de Denzel Washington, um dos meus actores favoritos, num filme que nos dá que pensar.

O elenco é bastante bom com destaque para a actriz Meryl Streep e Lev Schreiber.

O filme é um "remake" de um outro, com o mesmo nome, datado de 1962, realizado na altura por John Frankenheimer. Nesse filme a acção tinha como pano de fundo a guerra da Coreia e o comunismo.

Nesta nova versão o tema é a primeira guerra do golfo e o perigo representado pelos fundamentalistas arabes. No entanto o desfecho do filme é surpreendente e inesperado.

Em resumo, a não perder...

Da próxima vez que for ao cinema dou-vos noticias.

Retalhos da Vida de um Engenheiro - parte 2

Amigo.

Se não entendes ou não aceitas a minha tomada de posição, então eu explico-te o porquê.

Eu não me importo em ser o ultimo a ter a tua atenção...
Eu não me importo de esperar...
Entendo com facilidade que possas estar a passar tempos difíceis...
Eu entendo tudo isso, mas aquilo que eu não posso entender é o teu silêncio.
O silêncio entre pessoas que se têm como amigos é entendido, por mim, como sinal de desinteresse de negligência para comigo. É como se desejasses que eu desaparece-se, que não te chateie ...
O teu silêncio magoou-me, não me deixas-te outra alternativa senão gritar bem alto a minha indignação.

Retalhos da vida de um engenheiro

A Bola

Certo dia, vinha eu da Faculdade de Engenharia, que na altura ainda ficava na Rua dos Bragas em direcção ao Jardim da Cordoaria para apanhar o autocarro quando me deparo com uma bola parada no passeio.
Do outro lado da rua alguns jovens pediram-me para lhes chutar a bola de volta, pois estavam a jogar e ela tinha ido ali parar.
Ora como eu nunca me fiz de rogado para fazer o gosto ao pé, enchi o dito, e preparei-me para aplicar um valente chuto na redondinha que estava ali à minha frente mesmo a jeito.
Vai dai, pé bem cheio e…
Prásss…
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…
Disse eu agarrado ao pé contorcendo-me com dores.
Do outro lado do passeio, no jardim, estavam os marretas dos fulanos rindo a bandeiras despregadas, e alguns deles a rebolarem-se de tanto rir.
A bola, redondinha, que estava mesmo a jeito para chutar estava cheia de pedras.
Agarrei no pé, e coxeando, dirigi-me à paragem do autocarro que me levaria a casa e ao alívio de um saco de gelo.

Engenheiro sofre….

Tiradas

# 1

No meu constante combate contra o cinzentismo e contra as coisas pré-estabelecidas neste mundo, tomei a decisão de nomear os diferentes elementos das estruturas por nomes próprios.
Assim ao invés de termos o pilar P11 ou o P66, teríamos o pilar Joaquim ou Afonso…
Já pensaram como as obras se tornariam locais mais animados, como seria mais fácil aos nossos encarregados, que, na sua maior parte, com a sua pouca formação escolar mal sabem ler os números, o fácil que era para eles esta nova nomenclatura, senão vejam este diálogo entre um técnico e um encarregado:

Técnico : Bom dia Sr. Pinto…
Encarregado : Bom dia chorengenheiro…
Técnico : Então como está a obra hoje. Já betonamos os pilares todos?
Encarregado : Não chorengenheiro… Ainda me faltam carregar o Belarmino e o Joaquim.
Técnico : Há senhor Pinto que estamos com a obra atrasada… Mas olhe-me para o Mário, que triste estado…
Encarregado : Oh chorengenheiro isso compõe-se com um bocado de massa fina…
Olhe, está assim porque não se meteu bem o vibrador… Não volta a acontecer…

Mas se por um lado os pilares teriam nomes masculinos já outros elementos teriam forçosamente nomes femeninos, caso das vigas e lajes, por exemplo.
Agora vejam este diálogo com o Sr. Pinto, o nosso encarregado, e o técnico da obra:

Técnico : Oh Sr. Pinto, quando vamos carregar a Liliana?
Sr. Pinto : Na próxima sexta-feira chorengenheiro.

Como podem ver temos pano para mangas...

O sol em mim

Resposta ao "fado"

A alma lusa anda trste, melancólica e vazia de objectivos e ideias. O lado negativo das coisas tem grande acolhimento na nossa alma. Facilmente acolhemos a fatalidade como um dado adquirido, a desgraça como inevitável.
Ora, caros leitores, isso acabou!!!!
Como dizia Vasco Santana no famoso filme do "Patio das Cantigas", "...morte ao fado..." (entenda-se que neste caso a palavra fado não tem a mesma conotação que pretendo dar neste post, mas vocês entendem o propósito), realmente há que acabar com o destino fatalista dos portugueses, e para tal eu proponho o seguinte:

  1. Não vejam os noticiários da televisão nacional;
  2. Não vejam debates das autárquicas, são deprimentes ao ponto de poderem ser considerados letais à mente humana;
  3. Não leiam as revistas do coração ou similares;
  4. Brinquem com os vossos filhos;
  5. Passeiem pelo pais, não vão para o estrangeiro assim contribuem para a economia nacional;
  6. Não façam compras nos hiper's, comprem nas lojas de bairro;
  7. Contactem com os vossos vizinhos, não se fechem nas vossas casas como se o mundo lá fora não existisse;

Bom acho que já têm aqui pano para mangas. Se esta receita não resultar, então devem consultar o vosso médico de familia para vos receitar mais antidepressívos.